5 lições de minimalismo que aprendi com Coco Chanel

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Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em Saumur em 19 de agosto de 1883 e faleceu em Paris em 10 de janeiro de 1971. Foi a designer francesa fundadora da marca Chanel S.A.. E segundo a Wikipédia, é a única estilista presente na lista das cem pessoas mais importantes da história do século XX da revista Time.

Gabrielle era filha de uma lavadeira, Eugénie Jeanne Devolle e de um vendedor de rua, Albert Chanel. A mãe morreu e deixou Gabrielle ainda pequena. Ela tinha apenas 12 anos, quando o pai deixou, juntamente com a irmã mais nova no orfanato de Aubazine.

Ela afirmava que a áurea austera daquele orfanato de freiras, incentivou seu trabalho por toda a vida. Ela deixou o orfanato com 18 anos, quando foi transferida para o Institut Notre-Dame de Moullins, uma pensão para moças, mantido por religiosas católicas e foi nesse lugar que aprendeu a costurar.O que era considerada uma profissão ok para uma moça desamparada da época.

Quando saiu de lá, Gabrielle trabalhava o dia todo consertando roupas e a noite cantava no La Rotonde, um café-concerto. Esse era um lugar muito frequentado por oficiais da cavalaria. Por cantar uma canção chamada “Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro”, os oficiais apelidaram Gabrielle de Coco!

1 Faça uma revolução

Naquela época todos o designers eram homens e as roupas eram criadas para que as mulheres parecessem frágeis enfeites, incapazes de andar ou respirar com conforto, menos ainda praticar qualquer esporte.

Coco usava roupas masculinas, não se importava com as críticas, prezava pelo conforto. Abriu mão do modismo para conseguir montar a cavalo de forma confortável. Sempre teceu duras críticas ao designers da época pelas suas criações cheias de informação, cores e enfeites.

Também criticava as mulheres, quando elas não queriam abrir mão do corpete para usar os vestidos simples e adaptáveis que Coco produzia, ela dizia: ”para que você quer usar algo que te sufoca?”

Coco revolucionou, se inspirou nas peças do guarda-roupa masculino, por causa dela as mulheres passaram a usar calças e abandonaram o corpete. E quando todos diziam que a inserção do jeans na moda iria matar a moda que ela produzira, ela dizia: “Coloque um jeans e veja o que ele fará com VOCÊ!”

Hoje quem entende o básico de moda, se lembra de Coco quando veste um blazer ou uma calça de alfaiataria.

E inevitavelmente, minimalizar, seja na moda, na arte, na vida… é ser totalmente revolucionário, quando todos estão indo na direção contrária.

 

2 Só o essencial pode ser inesquecível

Quando a Chanel já havia se tornado uma marca reconhecida no mundo, Coco resolveu entrar na perfumaria e lançou a primeira fragrância criada por um designer em 1921. Essa foi o Chanel nº 5.

O número 5 simplesmente porque ela escolheu a quinta amostra que lhe foi oferecida pelo perfumista. Depois ela pediu que fosse feito um frasco de linhas simples. Sóbrio e atemporal. Que é o frasco em que até hoje o perfume é vendido.

Apesar de todas as tendências em perfumaria e de todos o designers que resolveram também se lançar nesse campo, o Chanel nº 5 resiste como um dos perfumes mais desejados e imortalizado por várias celebridades, como Marilyn Monroe.

Assim como o perfume, em todo o resto Coco por vezes parecia simplista, mas não era. Como a marca hoje mesmo declara: “a elegância, o movimento e o minimalismo sempre foram os pilares para Mademoiselle Chanel!”

Apesar de simples, tudo que ela criava era pensado para resistir e ser essencial. De fato pela vida que ela levou em sua juventude, sem raízes, sem segurança e sem dinheiro, ela sabia que só aquilo que é realmente importante, resiste!

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3 Não se apegue

Quando o pai a deixou em Aubazine, ela esperou, por dias e dias que ele voltasse. Ia para a sala de visitas e esperava para vê-lo entrar, mas o pai não apareceu. Depois disso ela tomou algumas decisões que até hoje geram muitas críticas, mas a verdade é que ela fez o que pôde para sobreviver, confiando nela mesma e não nos outros.

Coco, aprendeu a ser só, a diminuir as expectativas nas pessoas e transferi-la para o seu trabalho. Mas ainda assim não era apegada nas coisas, viveu em casas de amigos e no hotel, o Ritz, onde faleceu. E sua suíte ainda existe e é alugada.

Concentrava-se em trabalhar e construir algo significativo na moda, para as mulheres.

Soube desde muito cedo que não se casaria, apesar de na época ser a única solução digna para a vida de uma mulher. Seu grande amor já era casado, o milionário inglês Arthur Capel. Ela resolveu simplesmente ser independente e não criar esse tipo de vínculo.

Quando a segunda guerra chegou, ela fechou as portas do ateliê, mas continuou em Paris. Depois foi viver na Suíça com amigos.

4 Não se trata de acúmulo, mas de originalidade

Chanel imortalizou o básico, algo que não era levado em consideração, nem pelos designers nem pelas mulheres que carregavam as roupas e o acúmulo de acessórios com o próprio corpo, abrindo mão da própria liberdade de movimento e do conforto.

O pretinho vestido básico que ela criou, inspirada no uniforme das freiras que cuidaram dela no orfanato, até hoje é recriado por Karl Lagerfeld ( quem está a frente da marca atualmente) e também por outros designers.

A austeridade, a simplicidade, a liberdade, as linhas sóbrias que Coco colocava em tudo o que fazia, era estranhado e criticado, mas era original. E tudo o que ela estava fazendo era resolver algo simples: da liberdade de movimento e elegância às mulheres. Provando que originalidade é, na verdade simples e não se trata de acúmulo.

No fim das contas, o que todos queremos são soluções e apesar das mentiras da propaganda, a felicidade está na nossa liberdade e no nosso conforto, não no acúmulo.

 

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5 Identidade e conexões, são mais importantes que dinheiro

Coco veio do orfanato, sem dinheiro e sem ajuda, tudo que ela tinha era a habilidade de costurar. E a habilidade de fazer amigos ou fazer-se notar, ela era diferente, não tinha medo de expor sua opinião.

Graças a conexão que ela fez com o milionário Etienne Balsan, garantiu a ela um teto sobre a cabeça e algumas conexões com mulheres que compraram seus primeiros chapéus.

O romance que ela teve com Arthur Capel, ou antes disso a amizade que ele tinha por ela, garantiu o empréstimo que ela usou para abrir sua primeira loja de chapéus. Que ela depois pagou a ele.

A amizade ou o romance (não se sabe), que ela teve com o alemão Hans Dincklage, garantiu a ela não perder sua loja durante a invasão a alemã. Fato pelo qual foi julgada por todos, mas garantiu sua sobrevivência, nos negócios.

Fora isso a amizade com o Duque de Westminster e outras pessoas de extrema importância garantiram a ela oportunidades e inspiração. Mesmo depois que Chanel já era uma marca, Coco priorizou as conexões, tendo ciência de que o mundo dos negócios é movido em maior parte pelas relações construídas.

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Essas são as principais lições, mas há muitas outras. Gabrielle foi uma mulher fantástica, acreditou em si mesma nos piores momentos e sobreviveu. A vida dela em si é uma lição de essencial.

Para quem quer saber mais sobre ela, indico o filme “Coco antes de Chanel”, o livro “O evangelho de Chanel” e canal da marca no youtube, onde vocês podem encontrar um pequeno filme roteirizado por Karl Lagerfeld a respeito da velhice de Coco e uma série de vídeos chamada “Inside Chanel”, onde a marca mostra fatos interessantes da vida de Coco.

Me diga o que achou das lições e acrescente aqui as suas! Siga o blog para receber os artigos por e-mail.

 

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